Data Storytelling: aprenda como compartilhar conhecimento com dados.

Você já ouviu falar em Data Storytelling ou já parou para refletir sobre a história por trás dos dados que você está compartilhando? Vivemos em um mundo em que o excesso de informações, minuto a minuto, gera escassez de atenção. Saber compartilhar as informações, da melhor maneira, com seu público é o único modo de se fazer entendido e transmitir sua mensagem de forma clara e permanente.

Mas, se todos nós já nascemos sabendo compartilhar histórias e aprimoramos essa característica ao longo da vida, por que ainda é tão difícil transportar todo esse conhecimento e prática quando falamos de dados?

Para estimularmos nossa mente e aprendermos a contar narrativas com os dados que permeiam nosso dia a dia, vamos resumir aqui os principais insights que o Gustavo Molina, Success Squad Leader na SenseData, compartilhou em sua palestra no evento Customer Analytics Day, promovido pela CS Academy.

Boa leitura!

1. Premissas básicas para contar histórias com dados.

Não adianta contar apenas uma história bonita. É preciso que essa informação e/ou conhecimento adquirido a partir dos dados se transformem em ações reais. Essa premissa está no DNA da SenseData, e é a responsável por gerar valor a partir de dados.

Estruturar os dados é tarefa base

É impossível contar história com dados ou tomar qualquer ação embasada neles se não estiverem estruturados e organizados.

O objetivo é o pai do negócio

Visualizações, gatilhos e dashboards servem a um objetivo de negócio. Uma vez que os dados estão estruturados e organizados, precisamos ter clareza nos objetivos para que possamos endereçar os próximos passos e ações a serem tomadas.

Resultados não comunicados são conhecimentos não compartilhados.

Quando realizamos boas ações que possuem bons resultados, o Data Storytelling está ali para te ajudar a compartilhar o conhecimento. Comunicá-los da melhor forma é a tarefa-chave.

2. O sucesso de uma visualização dos dados, não se inicia pela visualização dos dados.

Desde a infância somos estimulados em diversas áreas do conhecimento como matemática, literatura, construção de narrativas, operações e afins, mas, muito raramente, aprendemos a juntar os conceitos e contar histórias com dados.

Para desenvolvê-la é preciso ter clareza e distinguir a diferença entre dois conceitos básicos: a análise exploratória e a análise explanatória. Por exemplo: vamos pensar que você é uma pessoa que gosta muito de pérolas e busca por duas delas para construir um par de brincos. Em um primeiro momento, você precisará explorar diversas ostras para encontrar uma pérola específica, afinal, são inúmeras ostras e algumas delas possuem pérolas e outras não.

Esse é o nosso primeiro aprendizado, o processo de abrir as ostras é o que chamamos de análise exploratória, é um trabalho cansativo, em que você tem que abrir até 20 ostras para encontrar a sua pérola.

O que nos leva ao segundo aprendizado: mostrar as pérolas encontradas é o segundo trabalho, de análise explanatória. E aí está o erro mais comum que fazemos com o nosso público, fazer com que todos passem conosco por esse processo de abrir as ostras ao invés de explanar a pérola.

Muitas vezes, estamos imersos em tanta informação, que não conseguimos destacar qual é a pérola que precisamos mostrar.

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3 pontos-chave para comunicar com dados.

Para termos a clareza que mencionamos acima, antes de construir a nossa narrativa com dados, precisamos ter em mente estes três princípios básicos:

Quem

Quem diz respeito à relação que você construiu com o seu público e, não unicamente do seu público. É preciso identificar quem faz parte dele, os tomadores de decisão e quem são os principais influenciadores.Também precisamos ter clareza sobre o posicionamento do público perante você e vice-versa. E, por fim, a sua busca é fazer-se ser entendido por ele.

O quê?

Qual é a ação que você espera do seu público? Nesta etapa, você precisa ter clareza de qual é o sentimento que antecipa os fatos. Trazendo para narrativa, dados são pouco memoráveis, nós lembramos mais dos sentimentos e vivências que dos dados.

Para trazer lembrança aos dados, você precisa se posicionar como um especialista no assunto ao analisar os dados, estudar bastante, explicar com clareza e ter uma conversa sempre focada na sua ação. Para isso, sempre que realizar um contato com o seu público utilizando dados, tenha o verbo esperado para sua análise explanatória. Abaixo deixamos uma lista de verbos para te ajudar nessa jornada:

Aceitar, acreditar, apoiar, aprender, assegurar, autorizar, colaborar, começar, comprar, criar, defender, comprometer, demonstrar, desejar, diferenciar, examinar, facilitar, familiarizar, fazer, gostar, implementar, incluir, influenciar, investir, lembrar, mudar, pagar, promover, receber, recomendar, relatar, responder, saber, simplificar, tentar, validar.

Como

Quantas vezes, em uma apresentação de resultados para sua empresa, ao ficar na dúvida de quais informações apresentar, optou por apresentar todas? Pois é, às vezes saturamos tanto uma informação que fazemos com que ela pareça mais complexa do que realmente é.

Este uso de elementos desnecessários ou preenchimentos do vazio por mais informações, tornam as coisas mais complexas, não aumentam o entendimento e faz com que nosso público-alvo perca a capacidade de retenção e assimilação dos dados.

Para facilitar esse processo de compreensão e comunicação dos dados, vamos nos apropriar dos princípios de Gestalt: um estudo da psicologia que visa entender como as pessoas percebem a ordem do mundo a partir de estímulos visuais.

Esses princípios vão nos auxiliar na visualização dos dados, o que vai facilitar e retirar a saturação na sua apresentação. São eles:

Proximidade

Quando elementos são posicionados um perto do outros eles são vistos como parte de um grupo, não individualmente. Eles não precisam sequer ser parecidos, o simples fato de dividirem o mesmo espaço é o suficiente para entendermos que fazem parte de um grupo único e que podemos utilizar isso a nosso favor na visualização de dados.

Fonte Imagem: Os 7 Princípios de Gestalt e Como Utilizá-los em Projetos de UI Design

Similaridade

As pessoas percebem elementos e objetos semelhantes, como tendo usos semelhantes. As pessoas o identificam com mais facilidade que o princípio da proximidade e pode ser representado por características semelhantes como cores, tamanhos e orientação.

Fonte Imagem: Os 7 Princípios de Gestalt e Como Utilizá-los em Projetos de UI Design

Acercamento

O Acercamento é quando objetivos fisicamente delimitados fazem parte de um mesmo grupo. É um recurso muito forte, e deve ser utilizado quando precisamos captar a atenção do público.

Fonte Imagem: Os 7 Princípios de Gestalt e Como Utilizá-los em Projetos de UI Design

Fechamento

O Fechamento faz com que os usuários completem objetos na sua mente caso eles estejam parcialmente obscurecidos. É um princípio muito bacana pois é pautado na visualização de elementos que estão implícitos, ou seja, podemos utilizar esse recurso para realizar a comunicação com eficiência e manter os espaços em branco.

Fonte Imagem: Google

Conexão

Esse princípio fala sobre objetos fisicamente conectados e, de todos os princípios que sugerem que os objetos estão relacionados, a conexão tende a ser o mais forte.

Fonte Imagem: Google

E como tudo isso se conecta com Dados?

O sucesso de uma boa visualização de dados, não se inicia pela visualização de dados. é preciso saber para quem eu vou falar, como me relaciono com esse público e qual ação eu espero que eles executem após este compartilhamento.

Explorar os espaços vazios e simplificar informações é fundamental para o reconhecimento de padrões e para o nosso processo cognitivo em geral, afinal, quanto mais informação, maior é a escassez de atenção.

Se você quiser entender mais sobre como o Data Storytelling pode te ajudar a compartilhar conhecimento e captar algumas dicas práticas para o seu dia a dia, assista à palestra do Gustavo Molina na íntegra através do link abaixo.

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